segunda-feira, fevereiro 19

Sepultura: ‘Avançando o senso comum no melhor disco da carreira nos últimos anos’.

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Por Matheus Vieira

Maior banda brasileira de metal de todos os tempos. Décimo quarto álbum de estúdio. Novos horizontes, nova sonoridade, velha vontade e capacidade de inovar renovada. Muitos são os temperos deste ‘Machine Messiah’, mais novo lançamento do Sepultura via Nuclear Blast. Não quero voltar muito no tempo para não soar como cabotinagem. Este texto é feito para aqueles que, como eu, enxerga qualidades e defeitos em todas as fases da banda. Confesso que prefiro à primeira, terminada no ‘Roots’ (1996), mas também afirmo que há muita coisa boa feita de lá para cá, principalmente nos últimos anos.

Enquanto vemos Max Cavalera pisar em seus fãs brasileiros (não adianta publicar vídeos amáveis no facebook e não atender nenhum ao vivo e se blindar sob o escudo de ‘lenda’), Andreas Kisser e cia dão sequência a vida, viajando o mundo e tentando manter o nome do Sepultura vivo. Dentro desta nova fase, o baterista Eloy Casagrande carrega grande ‘parcela de culpa’.

Comparado ao seu antecessor, ‘The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart’ (2016), ‘Machine Messiah’ é mais groovado e experimental, detalhes que não são novidades na carreira dos caras. E aqui, o toque de modernidade, muito por conta do produtor sueco Jens Bogren, fecha o pacote que resume o disco.

As linhas de bateria de Eloy Casagrande estão monstruosas: poucas caras tocam como ele metal extremo nos dias de hoje. Claro que sua performance impulsiona os riffs de Andreas Kisser. Derrick Green também aparece de forma original, cantando em linhas limpas. Inclusive, acho que o americano faz aqui sua melhor apresentação. Destaque para o hit ‘Phanton Self’, o primeiro single, a rápida ‘I Am The Enemy’ e as inovadoras ‘Cyber God’ e ‘Sworn Oath’, além da faixa título, que abre o CD. Ah, vale dizer que o uso de cordas do teclado hammond em trechos de algumas canções foi pra lá de certeira.

Para quem ainda acredita na sinceridade da música e não fica preso a nomes, formações, ou ideologias, eu afirmo: ‘Machine Messiah’ carrega uma atmosfera ‘Roots’, por sua vontade de avançar um senso comum. De ir além dos manuais. Ou mesmo sair de uma zona de conforto.

Dentro da fase Derrick Green, ele carrega o prêmio de melhor disco, ultrapassando o pesado ‘Kairos’ (2011) e o detalhista ‘Dante XVI’ (2006), minhas preferências anteriores. E não venha com essa de velho ou novo Sepultura. Todos os problemas foram superados, ao menos de um lado. Dê uma chance e curta ‘Machine Messiah’. Mas, a escolha sua, afinal, a discografia é farta. Existem erros. Mas também existem muitos acertos. Basta abrir a cabeça.

Em sentido horário: Eloy Casagrande, Paulo Xisto, Andreas Kisser e Derrick Green.

Nota: 9.0
Gravadora: Nuclear Blast

Músicas:
01. Machine Messiah
02. I Am The Enemy
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. Sworn Oath
07. Resistant Parasites
08. Silent Violence
09. Vandals Nest
10. Cyber God

Formação:
Derrick Green (vocal)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Xisto (baixo)
Eloy Casagrande (bateria)

 

 

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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