sábado, janeiro 20

Korn: ‘Material bem homogêneo, pesado e de muito bom gosto. Tudo é bem pensado e executado de maneira direta. Nada ou nenhum elemento aparece em demasia’.

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Foto: divulgação

Por Matheus Vieira

Adoro conhecer bandas novas. Podem ser novatas ou mesmo veteranas, algo como ‘deixe-me ouvir estes caras, afinal, tanta gente gosta’. Pois bem, nas últimas semanas, a segunda situação bateu à minha porta envolvendo o novo disco do Korn, ‘The Serenity of Suffering’.

Assisti os americanos em 2008 no Parque Antárctica, em abertura para o Ozzy. À época, não gostei. Não prestei atenção, na verdade. Mas eis que, certa vez, fuçando no You Tube, dei de cara com o clipe ‘Black Is The Soul’, canção deste novo material dos caras.

Meu Deus, fiquei com o queixo caído. A identificação foi imediata. Talvez isso ocorra por conta da sonoridade, que se aproxima dos nomes mais que gosto dentro do new metal: Deftones e Slipknot. Isso mesmo: tudo soa como uma agradável mistura de ambos, da guitarra em baixa afinação a voz de Jonathan Davis, que dialoga muito bem com melodias grudentas e berros agressivos. O timbre do baixo de Reginald “Fieldy” Arvizu também me agradou.

Logo, corri para comprar o disco físico e fiquei satisfeito em ter minhas expectativas saciadas com um material bem homogêneo, pesado e de muito bom gosto. Também notamos a presença de muitos sintetizadores, cordas e outros detalhes. E boa parte da culpa por tudo isso fica nas mãos do produtor Nick Raskulinecz, que trabalhou com Rush, Foo Fighters e Mastodon.

E digamos que as cinco primeiras músicas do CD, ‘Insane’, ‘Rotting in Vain’, (a já citada) ‘Black is the Soul’, The Hating’ e ‘A Different World (com Corey Taylor)’, já compensam o investimento tamanho a qualidade de cada uma. A power balada ‘Everything Falls Apart’ também está chamando a atenção dos fãs. Aqui, tudo é muito bem pensado e executado de maneira direta. Nada ou nenhum elemento aparece em demasia.

Enfim, conversando com fãs do Korn, fui informado que esta sonoridade não é novidade, porém que este novo CD está, realmente, muito bem feito, com todos os músicos radiando criatividade. Seria ele o melhor da carreira, então? Bom, de qualquer maneira, julgo que esta foi uma boa maneira de começar a curtir os americanos. Vou procurar mais coisa. Com cautela, mas vou.

Disco é o 12º da carreira da banda, fundada em 1993. Foto: divulgação

Nota: 9.5
Roadrunner Records

Músicas:
01. Insane
02. Rotting in Vain
03. Black is the Soul
04. The Hating
05. A Different World (feat. Corey Taylor)
06. Take Me
07. Everything Falls Apart
08. Die Yet Another Night
09. When You’re not There
10. Next in Line
11. Please Come for Me

Formação:
Jonathan Davis: Vocal, Teclados e Programação
James “Munky” Shaffer: Guitarra
Brian “Head” Welch: Guitarra
Reginald “Fieldy” Arvizu: Baixo
Ray Luzier: Bateria

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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