segunda-feira, dezembro 11

Dysnomia: ‘Planejamento para colher frutos’; leia entrevista.

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Da esquerda para a direita: , Denilson Sarvo (baixo), João Jorge (guitarra e voz), Fabricio Pereira (guitarra) e Érik Robert (bateria)

Natural de São Carlos, a banda de death metal Dysnomia começou sua trajetória em 2006 e, de lá pra cá, não parou de evoluir. Lançando sua primeira demo três anos depois, o caminho somou aos rapazes muito estudo musical e uma bagagem de respeito dentro da cena underground extrema do interior do Estado de São Paulo. Agora, após a ótima repercussão do debut ‘Proselyte’, o quarteto mira novos objetivos, como um próximo disco e uma turnê pelo exterior. Quem nos conta tudo isso é o guitarrista Fabrício Pereira, mais novo membro da trupe.

Por Matheus Vieira

Portal Black Dog – Fabrício, você entrou há pouco tempo para a banda. Como foi a seleção?
Fabrício Pereira – A seleção dos guitarristas foi feita por audição, na qual cada candidato teria de tocar três músicas do álbum ‘Proselyte’. Sinceramente, eu consegui tirar apenas duas delas. A outra faixa, Obsolete Humachinery’, era muito treta. Até dava para tirar, mas não a executaria muito bem. Com as outras, tudo rolou legal.

Pereira também é professor de guitarra. (Foto: Mateus Rigola)

Nosso primeiro contato foi bom. A banda é muito firme e toca muito e confesso que senti que rolou uma química e que, ali, poderia rolar algo para o futuro. Depois de alguns dias, o baterista Érik me ligou e sugeriu que continuássemos o trabalho. Ele, inclusive, tocou no meu disco instrumental, cujo lançamento anuncio em breve.

Portal Black Dog – Legal. Você, inclusive, já participa da composição de um novo material, é isso?
Fabrício Pereira- Sim. Estamos trabalhando num próximo álbum. Quando cheguei à banda, três músicas estavam prontas, acredito. Claro que essas terão alguns elementos meus. O restante está sendo feito do zero. Acredito que esse novo álbum terá características bem interessantes. Por conta da minha entrada, algo vai soar diferente do registro anterior, afinal minhas referências são outras, como a música instrumental.

Portal Black Dog – Você soma, ao vivo, linhas extras às músicas antigas?
Fabrício Pereira-Muito pouco. Gosto de tocar o mais fiel à composição original. Logo, faço tudo bem próximo, tanto solos quanto arranjos. É uma forma de respeito ao que foi feito.

Portal Black Dog – Por seu um fã do estilo, como você avalia o debut Proselyte e também o espaço da Dysnomia dentro da cena nos dias de hoje?
Fabrício Pereira- É um dos álbuns mais fodas que ouvi. Fiquei impressionado com a musicalidade e com a pegada. Fazia tempo que não curtia tanto uma banda. Ele foi eleito entre os melhores discos de 2016 em várias mídias especializadas. A Dysnomia conquistou um grande respeito principalmente em nossa região e tem tudo a crescer e, com certeza, com planejamento, dedicação e trabalho, portas vão se abrir.

Capa do debut, lançado em 2016

Portal Black Dog – Vocês vão produzir este novo disco no Nova! Estúdio, em Araraquara, onde foi feito todo o processo do registro anterior. Por que? Quando o material deve ser lançado?
Fabrício Pereira- Sim. Vamos fazer as gravações lá, referência em qualidade e profissionalismo. O Gabriel do Vale, dono do Nova, é um produtor incrível e que se envolve no projeto e soma demais. Esse estúdio é melhor lugar para se gravar um disco, principalmente de metal. O material deve ser lançando inicio de 2018.

Portal Black Dog -O nível técnico da Dysnomia é altíssimo e enxergo o som de vocês como exportação. Há planos para uma turnê fora do País?
Fabrício Pereira- Muito obrigado pelo elogio. Estamos planejando uma tour pelo exterior, primeiramente na América Latina e, quem sabe, na Europa, futuramente. Mas volto a citar: com planejamento, tudo acontece.

Portal Black Dog -Você é um professor de guitarra requisitado e conhecido por sua pegada metal extremo. O quão técnico um músico precisa ser pra tocar esse estilo?
Fabrício Pereira- Mais uma vez, obrigado pelo elogio! Depende da proposta: se for para tocar as músicas do Dysnomia, o nível tem de ser alto. Não digo somente em técnica, mas também em percepção pois o estilo progressivo carrega muita mudança na fórmula de compasso. Porém há estilos no metal extremo de mais fácil execução. Tudo isso envolve o lance da linguagem musical: fazer o acorde certo para o estilo, a escala correta, mas tudo requer estudo. Logo, procure um bom professor. Em Araraquara/SP, existem grandes.

Portal Black Dog- Obrigado, Fabricio. Alguma consideração final?
Fabrício Pereira- Obrigado pela entrevista. Foi muito gratificante. Agradeço à todos que acompanham minha carreira e que me apoiam. A banda está com um site novo, é só clicar aqui. Em breve, mais novidades sobre nós e também sobre a minha carreira solo. Forte abraço à todos!

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.