segunda-feira, dezembro 11

Dark Avenger: ‘Extremo bom gosto em composições intrigantes e ricas em detalhes, que te proporcionam uma viagem entre a loucura e lucidez’.

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Foto: divulgação

Por Matheus Vieira

Lembro que estava no ginásio quando um conhecido de sala me deu uma fita K7 com o seguinte convite: ‘Ouça, isto aqui, parece Iron Maiden, mas é brasileiro. A banda chama Dark Avenger’.

Curioso, cheguei em casa e logo fui para o microsystem. Ouvi e gostei, mesmo sem muitas informações e sem saber os nomes das faixas, dos músicos e por aí vai. Naquele tempo tudo era mais difícil. A vontade de descobrir coisas novas era demais. O mistério em torno de tudo isso. Saudades.

Dentro da correria da vida, acabei perdendo o material. Mas logo que comecei a ter internet, alguns anos depois, voltei a procurar algo do Dark Avenger e descobri que aquela fita era o debut da banda, de 1995. E que minhas músicas favoritas eram ‘Armageddon’ e a clássica balada ‘Give A Chance’.

Passei a considerar Mário Linhares um dos melhores vocalistas do País, mas confesso que não acompanhava tanto a banda naquele momento, mesmo sendo um viciado em metal melódico, tiete de Angra, Shaman e outros nomes mais consolidados. Ainda sou, na verdade, fã deste gênero que muitos consideram como ‘morto’.

Enfim, o fato é que sempre via em revistas especializadas que o grupo estava vivo e lançando coisas.
E agora eis que, duas décadas depois, quando resolvi a voltar a escrever sobre metal, o Dark Avenger cruza a minha vida novamente.

E que retorno em alto estilo, pois recebo para resenhar este fantástico ‘The Beloved Bones: Hell’, quarto registro dos caras. Conceitual, o CD faz um balanço entre o emocional e racional por meio de onze estágios mentais (músicas) de uma pessoa que enfrenta um período de insatisfação e infelicidade. Porém, o toque intimista que Mário Linhares somou às composições transforma cada passo em uma busca geral pelas respostas de nossa existência, em um jogo de loucura e lucidez.

Gravado e mixado no Asylum Studios, em Brasília/DF, o material mostra um extremo bom gosto em composições intrigantes e ricas em detalhes, o que conduz o ouvinte a uma audição completa, sem pincelar esta ou aquela canção. A arte da capa, a cargo do francês Bernard Bitler, também chama a atenção. Em tempo, parabéns para o Dark Avenger por esses anos de batalha. Sorte nossa.

Foto: divulgação

Nota: 9.0

Faixas:
1. The Beloved Bones (Inconsciência)
2. Smile Back To Me (Negação)
3. King For A Moment (Fuga)
4. This Loathsome Carcass (Vitimização)
5. Parasite (Revolta)
6. Breaking Up Again (Súplica)
7. Empowerment (Reflexão)
8. Nihil Mind (Equilíbrio)
9. Purple Letter (Coragem)
10. Sola Mors Liberat (Decisão)
11. When Shadow Falls (Liberdade)

Formação:
Mario Linhares – Vocal
Glauber Oliveira – Guitarra
Hugo Santiago – Guitarra
Gustavo Magalhães – Baixo
Brendon Hoffmann – Bateria

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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