segunda-feira, dezembro 11

‘Corra’: ‘O que você vai assistir é quase que uma lenda de deep web; sim, o cinema de horror respira.’

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Foto: divulgação

Por Matheus Vieira

Falar sobre cinema de horror não é fácil, afinal, esse gênero (mais que os outros) é ame ou odeie. Se você não é dessa praia, é melhor não assistir nenhum filme, pois vai achar mil e um defeitos. Isso acontece comigo em relação à produções com super-heróis. Não gosto. Logo, não assisto.

Pois bem, como fã de cinema e arte e terror, posso afirmar que a segunda escola não viveu um bom momento nos últimos anos. A falta de criatividade tomou conta desse mundo com produções iguais, que apostam apenas em jump-scares a todo momento. Enjoa. E isso em longas de demônios, fantasmas, ET´s, enfim.

Mas eis que em 2016 o mundo nos apresentou ‘A Bruxa’, de Robert Eggers, e seu conceito diferente, no qual a grande aposta está em histórias com climas soturnos e terror psicológico ao invés de maquiagens extremas (que eu também gosto). Neste segundo nicho, encaixo este novíssimo ‘Corra’ (‘Get Out’), longa americano muito premiado fora do País e que chega com moral aos cinemas brasileiros.

A trama nos apresenta Chris (Daniel Kaluuya), jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

Vou evitar ao máximo qualquer pista de spoiler, mas já fica claro, logo de cara, ao ler a sinopse, que ‘Corra’ usa o tema racismo como pano de fundo. Não só pano de fundo, na verdade. Sua crítica social vai te deixar pensando por dias. Sobre isso, temos um filme com ótimo ritmo que faz bom uso de cenas carregadas de tensão e cortes de câmera sinistros.

Pelo trailer, você também pode deduzir que a hipnose pode figurar como importante elemento. Mas a coisa é muito pior. O que você vai assistir é quase que uma lenda de deep web. Inspirado em “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), este longa marca a estreia do diretor Jordan Peele, famoso comediante americano. Sim, o cinema de horror respira. Sorte de quem gosta.

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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