terça-feira, janeiro 23

{#001} Falando de Guitarra: ‘Slash e sua famosa identidade musical, algo que muitos passam a vida procurando’.

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{#001} – SLASH
Está um clima incrível por aqui, então vamos falar um pouco de guitarra? Essa coluna não poderia começar de uma maneira diferente: Slash, um dos maiores ícones da guitarra rock de todos os tempo e influência máxima de diversas gerações. Inclusive desse que vos escreve.

A história de Slash, ou melhor, Saul Hudson, começa em 23 de julho de 1965 na cidade de Londres, mas a parte que nos interessa é um pouco mais a frente. Em 1981, Slash formou sua primeira banda (Tidus Sloan) com o amigo e baterista Steven Adler. Nessa época apresentavam-se apenas em pequenos eventos, fazendo versões instrumentais de músicas famosas.

Começo de carreira. Foto: divulgação

Em 1983, formou, mais uma vez ao lado de Steven Adler, a Road Crew, que contava também com a presença de Duff McKagan, no baixo. Pouco tempo depois, Slash juntou-se a banda Hollywood Rose, que contava com a presença de Axl Rose e Izzy Stradlin. A fusão da Hollywood Rose com a L.A. Guns, originou a tão aclamada Guns N´Roses.

Slash e Guns N´Roses viveram uma grande história de amor que começou em 1985 e terminou em 1996. Altos e baixos. Drogas e bebidas. Literalmente armas e rosas. Mas isso é assunto para outra coluna. Lá, ele gravou os seguintes discos:

– Appetite for Destruction (1987)
– GNR Lies (1988)
– Use Your Illusion I (1991)
– Use Your Illusion II (1991)
– The Spaghetti Incident (1993)

Paralelamente, o guitarrista tinha outros projetos: Snakepit e Blues Ball. Aqui você encontra um Slash bem diferente do Guns, explorando muito bem suas fortes influências do blues. Com o Snakepit registrou os dois álbuns abaixo:

– It´s Five O’ Clock (1995)
– Ain´t Life Grand (2000)

Ao lado de Weiland (RIP) no Velvet Revolver. Foto: divulgação

Após a saída do Guns, o projeto com mais relevância e projeção foi, sem dúvida, o Velvet Revolver. Este poderia quase ser chamado de Guns sem Axl. Ao lado dos amigos Duff McKagan e Matt Sorum gravou dois álbuns fantásticos que marcaram a história do hard rock.

Contando com a participação nos vocais do gênio Scott Weiland (RIP), a banda chegou ao topo da Billboard 200. Nesse trabalho é possível notar outra grande evolução musical de Slash. Aqui, ele consegue fundir suas influências blues e melódicas de uma maneira única. Nota-se também uma grande maturidade em relação a sua banda anterior.

– Contraband (2004)
– Libertad (2007)

Com o fim da Velvet Revolver, nosso incansável amigo das 6 cordas deu início a sua carreira solo. Foi com ela que Slash conseguiu atingir o seu auge musicalmente falando, principalmente após seu segundo álbum, ‘Apocalyptic Love’.

Foto: divulgação

É absurda a diferença técnica daquele Slash do Guns e Velvet com o atual. Podemos observar uma evolução incrível, mas o que mais chama atenção é que ele faz isso sem abandonar o tão famoso “feeling”, que marcou sua história. Seu projeto solo até a data de hoje conta com 3 álbuns:

– Slash (2010)
– Apocalyptic Love (2012)
– World of Fire (2014)

Dois mil e dezesseis marcou seu retorno ao Guns em uma turnê comemorativa. Tenho opiniões muito fortes sobre isso, porém me restrinjo apenas a falar do Slash.  Com certeza, ele sempre será considerado um dos guitarristas mais completos do mundo.

Ele alia a técnica ao feeling de uma maneira que pouquíssimos conseguem. Isso permite que ele tenha a tão famosa identidade musical, que é algo que muitos passam a vida procurando. É isso aí, até a próxima, com outro grande guitarrista.

Slash e Axl estão juntos, novamente, agora com o G N`R. Foto: divulgação

**Carlos Oliveira é guitarrista das bandas Dead or Alive e Mindcrime e escreve, semanalmente, neste espaço. 

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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