terça-feira, janeiro 23

{#010} Black História: Você já ouviu falar do Hanoi Rocks, o Mötley Crüe nórdico? Não? Então saiba detalhes de sua trágica trajetória.

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Por Rafael Gomes*

Foto: divulgação

‘No lugar e na hora errada: a tragédia do Hanoi Rocks’

Na última coluna, o Black História falou sobre o guitarrista Tracii Guns e suas escolhas que não o ajudaram muito na carreira. Esse assunto acabou ficando na minha cabeça e, na mesma linha, comecei a lembrar de vários outros exemplos com destinos semelhantes. Um deles acabou chamando minha atenção, pois o azar deu as caras fortemente na trajetória dessa banda: o Hanoi Rocks.

Aposto que poucos se lembram do grupo hoje em dia. Com a devida proporção, eles eram uma espécie de Mötley Crüe nórdicos, com fama crescente em toda a Europa. Apesar da comparação, o som dos caras era mais puxado para o glam rock, com forte influência do New York Dolls, e pitadas de hard e metal.

Nos anos 80, o Hanoi Rocks estava fazendo tudo certo e caminhava para explodir.  Mas os finlandeses são a prova de que algumas amizades também podem estragar as coisas. E nesse caso o estrago foi fatal, tanto para a banda quanto para o baterista Nicholas ‘Razzle’ Dingley, que, digamos, levou a pior nessa literal “Black História”.

Batalhando pelo sucesso longe de casa, a banda estava começando a ganhar mercado nos Estados Unidos. Ainda não eram relevantes comercialmente por lá, mas ficaram conhecidos na cena de Los Angeles e influenciaram nomes famosos do circuito, como o Guns N’ Roses e o próprio Mötley Crüe. E foi exatamente a forte amizade com a segunda banda que zicou tudo.

Como vocês sabem, a trupe de Vince Neil era famosa por motivos que iam além da música, como as bebedeiras e uso pesado de drogas. Razzle, em especial, se tornou muito próximo do vocalista e as esbórnias se tornaram comuns. Era a senha para a catástrofe.

Certo dia, após uma festa que comemorou a primeira turnê americana do Hanoi Rocks, os dois ficaram mais loucos que o Jeremias e saíram por LA de carro, um modelo esportivo. Pouco depois, Neil perdeu o controle da direção e acertou outro veículo violentamente. O vocalista sofreu alguns ferimentos, nada muito grave, só que Razzle se arrebentou inteiro, foi socorrido e não resistiu.

A morte foi um baque enorme para a banda finlandesa. Nas semanas seguintes, eles tentaram se recompor e até arranjaram um substituto para a bateria, mas não deu certo. Cinco meses após a tragédia, em maio de 1985, decidiram encerrar as atividades e assistiram de camarote o glam/hard ascender e depois descender.

Foram mais de 15 anos de hiato, até retomarem as atividades em 2001, se tornando, basicamente, uma banda local. Sem brilho, a reunião durou até 2009 e a o grupo acabou de vez. Como legado, os caras são apontados como os responsáveis por colocarem a Finlândia no mapa do rock/metal. Já é um feito e tanto.

*Rafael Gomes é jornalista e escreve, quinzenalmente, neste espaço.

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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