terça-feira, janeiro 23

{#008} Black História: ‘Aquela tia simpática que todo mundo gosta e respeita’.

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#008 Black História
Por Rafael Gomes*

Foto: divulgação

‘Alice no País dos Horrores’

O rock and roll e o heavy metal sempre tiveram um pezinho no lado negro da força. Os estilos sofreram tantas acusações malucas verdadeiras ao longo dos anos, que alguns nomes do meio resolveram integrar isso aos shows. Foi o que fez Alice Cooper, um dos grandes precursores das apresentações teatrais macabras no mundo da música.

Influência direta de inúmeras bandas e cantores, “Tia Alice”, como é chamado carinhosamente pelos fãs, levou aos palcos cenas de filmes de terror B quando ninguém imaginava fazer isso. Até hoje, o auge do seu set é a encenação da própria decapitação (sua filha é o carrasco), digna dos clássicos que passavam no Cinema em Casa nos anos 90 e aterrorizavam a molecada na hora de dormir.

No entanto, antes de ser Alice Cooper, ele não era Alice Cooper em si. Entenderam? Explico. Na verdade, esse era o nome original da banda que Vincent Damon Furnier liderou e lançou sete discos em quatro anos, de 69 a 73. Um recorde! Nessa época, Furnier já adotou o pseudônimo famoso, inclusive registrando-o em cartório oficialmente. Ao se lançar em carreira solo, ai sim ele virou o cantor Alice Cooper, o que causa umas confusões às vezes.

Sem nunca explicar direito o significado do nome, deu margem para algumas lendas. Contam por ai que toda sua carreira, inclusive o nome, foi direcionada por indicações de um tabuleiro Ouija, que é aquela brincadeira onde um espírito move ponteiros (ou copos e garrafas) para letras e forma palavras. Resumindo: a trajetória do cara foi planejada inteirinha por um fantasma!

Novo disco, ‘Paranormal’, chega este mês ao Brasil. Foto: divulgação

Usando e abusando dessa fama, sem desmentir ou confirmar a história, Cooper participou de inúmeros filmes de terror e foi até premiado uma vez por sua contribuição ao meio. No fundo, porém, “Tia Alice” é um grande fanfarrão. Sempre foi religioso, é apaixonado por golfe (cogitou se tornar profissional) e integra a ordem DeMolay como membro sênior.

Mantendo a carreira solo, montou recentemente a superbanda Hollywood Vampires, que era originalmente um grupo de rockstars que bebiam juntos em um bar de Sunset Strip, em Los Angeles, nos anos 60/70. Lançaram um disco em 2015 e, ao vivo, se apresentam com um line-up estrelado composto por Joe Perry, Matt Sorum, Johnny Depp, Zak Starkey, entre outros. Para começar a ouvir seu trabalho, indico três músicas: ‘No More Mr. Nice Guy’, ‘School’s Out’ e ‘Poison’. Divirta-se e até a próxima!

*Rafael Gomes é jornalista e escreve, quinzenalmente, neste espaço.

 

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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