terça-feira, janeiro 23

{#007} Black História: Type O Negative e a história de seu peculiar líder, Peter Steele; não publicaremos foto dele pelado.

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#007 Black História
Por Rafael Gomes*

Foto: divulgação

‘Peter Black Number One Steele’

Após um longo inverno, eis que a Black História retorna. Por causa de compromissos profissionais, a coluna agora será publicada quinzenalmente. Sem falta, podem me cobrar! E nessa retomada triunfante, ou nem tanto, vamos entrar no mundo sombrio de mister Peter Steele, o gigantesco e bizarro líder do Type O Negative, banda que nunca foi mainstream, mas que marcou época nos anos 90.

Antes do sucesso e no alto de seus 2,03 metros, Steele sempre batalhou pela música pesada, com destaque para seu trabalho no Carnivore na década de 80. Em 1989, ele formou o Type O Negative, que se notabilizou pelas músicas com temas tensos, como sexo, morte, existência e afins. Sua voz baixo-barítono era atração à parte, intercalada com passagens mais hardcore.

Peter e a banda sempre fizeram questão de manter uma aura sombria. As atitudes do vocalista contribuíam para isso, além da música, claro. O maior sucesso deles foi o single Black Nº 1, do álbum Bloody Kisses, de 1993. Impulsionada pelo clip preto e branco que rolava solto na MTV e o refrão marcante, a canção estourou nos Estados Unidos e na Europa.

Type O Negative. Foto: divulgação

A fama fez Steele receber um inusitado convite para posar nu em 1995. Achando que a revista Playgirl era totalmente destinada às mulheres, ele aceitou o desafio. Depois ficou muito puto ao descobrir que as vendas da edição foram compradas majoritariamente por gays, declarando em várias entrevistas o total arrependimento pela passagem.

Em 2005, o vocalista foi preso por agredir um cara que estaria pegando uma ex-namorada. Na cadeia, o gigante dizia que sofreu preconceito por ser alto e ter cabelos compridos, tendo que usar o seu tamanho para se proteger em eventuais brigas com outros presidiários. Diz à lenda que o apelido dele na prisão era “Tarzan”.

Peter morreu oficialmente em 2010, aos 48 anos, por problemas cardíacos. Porém, até sua passagem para o outro lado foi marcada por uma série de boatos e histórias. Antes de empacotar de verdade, sempre corriam notícias de seu falecimento e ele sempre aparecia desmentindo. Ai, quando Peter foi realmente, todos imaginaram a mesma coisa, mas dessa vez o fato se confirmou.

O Type O Negative acabou na sequência, mas seu trabalho ainda é muito procurado pelos fãs do gothic e doom metal. Para quem quer conhecer a banda, indico a compilação The Least Worst Of, com as melhores músicas da época de ouro do grupo.

*Rafael Gomes é jornalista e escreve, quinzenalmente, neste espaço.

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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