terça-feira, janeiro 23

{#005} Black História: ‘Um negócio chamado KISS’.

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#005 Black História
Por Rafael Gomes*

Foto: divulgação

‘Um negócio chamado Kiss’

Quando a coluna contou as histórias do Nikki Sixx e do Mötley Crüe há algumas semanas, citei bem por cima algo que ajuda muito bandas e músicos de diversos estilos: o marketing. Hoje, essa vertente da propaganda está em todos os lugares, inclusive no rock/heavy metal, onde existem verdadeiros mestres da prática.

Só que uma banda em especial atingiu o nível máximo nesse quesito e influenciou outras tantas depois. Mascarados (em ambos os sentidos), talentosos, bravateiros, hit makers e com um gosto absurdo por dinheiro. Sim, estou falando do “maior espetáculo da terra”, o Kiss.

O grupo liderado por Gene Simmons e Paul Stanley soube perfeitamente converter sucesso em dinheiro. À base de muitas histórias espalhadas pelos próprios integrantes, sacadas geniais e músicas clássicas, eles licenciam qualquer produto possível com a marca da banda desde os anos 70, tendo até uma linha de caixões customizados.

E toda essa aura em torno do Kiss vem do início da carreira dos caras, quando eles inventavam qualquer coisa para se promoverem. Para começar, temos a história da língua de Simmons. Lá atrás, ele garantia que tinha cortado o “freio” da dita cuja para aumentá-la. Depois dizia que fez uma cirurgia e implantou parte de uma língua de vaca/boi para ampliá-la.

Pouco tempo depois, impulsionados pela ideia de serem uma banda de super-heróis, lançaram gibis de aventura no maior estilo Marvel. E mais: para venderem bem a HQ, afirmavam que o sangue dos integrantes foi utilizado na produção das tintas das ilustrações. Para os fãs alucinados, isso foi um pandemônio.

Foto: divulgação

E se já não bastasse, no início dos anos 80 eles resolveram tirar as máscaras e lançaram um disco bem hard rock, para aproveitar a nova febre musical. O Kiss estava no ostracismo na época e precisava voltar ao sucesso. Mesmo nunca escondendo perfeitamente os rostos, eles venderam isso como uma novidade incrível e alcançaram uma promoção monstruosa, com direito a transmissão da MTV.

Fora tudo isso, existe ainda a polêmica nunca desmentida sobre o nome da banda (é uma sigla do capiroto ou não?), o plágio da ideia das máscaras dos brasileiros do Secos e Molhados, o plano de lançar um disco grunge para embarcar em uma outra onda musical e mais um monte de outras coisas.

Atualmente, a banda está bem calminha, porém, Paul Stanley e Gene Simmons seguem aproveitando todos os espaços que conseguem. O gosto pela grana ainda existe e fica bem destacado em uma frase de anos atrás do “The Demon”. “Eu odeio artistas que não gostam ou fogem da fama e do dinheiro. Se você não gosta de fama, saia do meio musical. Se você não gosta de dinheiro, assine um cheque para Gene Simmons”. Isso é o Kiss.

Foto: divulgação

*Rafael Gomes é jornalista e escreve, semanalmente,  neste espaço.

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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