terça-feira, janeiro 23

{#004} Falando de Guitarra: ‘Kiko Loureiro: Identidade a partir de uma evolução constante na forma de tocar guitarra’.

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{#004} – KIKO LOUREIRO

Depois de um tempinho, estou de volta! O ‘Falando de Guitarra’ dessa semana é especial, pois traz um ícone nacional: o maior guitarrista brasileiro e um dos maiores do mundo, na minha opinião.

Pedro Henrique Loureiro, o Kiko Loureiro, nasceu no Rio de Janeiro no dia 16 de junho de 1972. Seu interesse pela música surgiu desde muito cedo. Logo aos 11 anos de idade, iniciou seus estudos no violão clássico, mas seria na guitarra elétrica que encontraria sua maior paixão. Aos dezesseis, entrou no IG&T para ter aulas de guitarra. Lá conheceu Mozart Mello, com o qual estudou durante cinco anos. Nessa época começou a tocar profissionalmente pela noite. Sua primeira banda foi a Legalize, que contava com Edu Mello (vocal), Dennis Belik (baixo) e Alja (bateria).

Famoso vídeo com a guitarra rosa. Foto: divulgação

Em 1993, ele grava sua famosa vídeo aula com a guitarra rosa. Isso mesmo! Sabe aquela que até hoje você não consegue tocar nada de lá de tão difícil que era? Brincadeiras a parte, nesse mesmo ano, Kiko lança o icônico álbum Angels Cry. Trabalho que fez com que o Angra tivesse projeção mundial. Ao lado do guitarrista e amigo Rafael Bittencourt, registrou todos os discos a seguir:

– Reaching Horizons (demo, 1992)
– Angels Cry (Álbum, 1993)
– “Evil Warning” (Single, 1994)
– Holy Land (Álbum, 1996)
– Freedom Call (EP, 1996)
– Holy Live (EP ao vivo, 1997)
– Fireworks (Álbum, 1998)
– “Lisbon” (Single, 1998)
– “Rainy Nights” (Single, 1998)
– Rebirth (Álbum, 2001)
– “Acid Rain” (Single, 2001)
– Rebirth World Tour: Live in São Paulo (Ao vivo, 2001)
– Hunters and Prey (EP, 2002)
– Temple of Shadows (Álbum, 2004)
– Aurora Consurgens (Álbum, 2006)
– “The Course of Nature” (Single, 2006)
– Aqua (Álbum, 2010)
– “Arising Thunder” (Single, 2010)
– Secret Garden (Álbum, 2015)

Como solista, Kiko transita por diversos estilos. Foto: divulgação

Paralelamente ao Angra, Kiko mantinha sua carreira solo, essa marcada por discos instrumentais nos quais conseguia expressar suas mais diferenciadas influências. Um fato muito interessante  é notar a constante mudança na sonoridade, começando no rock, passando por músicas brasileiras, jazz, fusions, blues, enfim, tudo é muito bem mesclado e resulta na sua incrível identidade musical. Sua bagagem, até o dia de hoje, carrega os seguintes trabalhos:

– No Gravity (Álbum, 2005)
– Universo Inverso (Álbum, 2006)
– Fullblast (Álbum, 2009)
– Sounds of Innocence (Álbum, 2012)

Ao lado do patrão, Dave Mustaine. Foto: divulgação

Em 2015, Kiko Loureiro foi convidado por Dave Mustaine para ser o novo guitarrista da banda Megadeth. Um momento muito importante para o metal nacional. Pela primeira vez o Brasil exportara um guitarrista para uma das maiores bandas de metal do mundo. Ao lado de Dave Mustaine (Vocal/Guitarra), David Ellefson (baixo/vocal/piano) e Chris Adler (bateria), ele registra o álbum ‘Dystopia’, premiado no Grammy 2017 na categoria ‘melhor performance de metal’.

Seu estilo inconfundível fica nítido, principalmente nos solos de guitarra, afinal, Kiko é um daqueles guitarristas que basta você ouvir algumas notas para saber que ele está tocando. Essa é a eterna busca de todos: identidade. Ao longo dos anos ele teve, e continua tendo, em uma evolução constante na forma de tocar guitarra.

Sou fã incondicional de todo o seu trabalho e tenho certeza que ainda vem muito mais coisas incríveis por aí. Só para deixar registrado, Kiko também toca baixo, piano e violão. Para encerrar a coluna desta semana, nada melhor do que ouvir um som desse gênio. Fico por aqui. Até qualquer hora, sempre falando de guitarra.

*Carlos Oliveira é guitarrista das bandas Dead or Alive e Mindcrime e escreve, semanalmente, neste espaço. 

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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