terça-feira, janeiro 23

{#002} Falando de Guitarra: ‘Doug Aldrich é aquele típico exemplo de artista fadado ao sucesso’.

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{#002} – DOUG ALDRICH
E aí, pessoal! Cá estou eu, novamente, para falar sobre mais um guitarrista icônico. Desta vez, destaco a minha influência mais recente. Acredito fortemente que se você ainda não o conhece, com certeza, após ler esse texto se tornará um grande fã. Chega de enrolação. O assunto, hoje, é Doug Aldrich!

Aldrich nasceu em Raleigh (Carolina do Norte) no dia 19 de fevereiro de 1964. Iniciou seus estudos aos 11 anos quando, através de sua irmã Jennifer, conheceu o trabalho de Jeff Beck. Sua primeira guitarra foi uma Les Paul, paixão que ele carrega durante sua carreira.

Como guitarrista, sua vida resume-se ao hard rock. Seu início ocorreu junto à americana Lion: Aldrich foi convidado para a banda juntamente com o baixista Jerry Best. Já nesse tempo,m seu estilo inconfundível de tocar guitarra ganhava destaque. Com a Lion, registrou os seguintes álbuns:

– Power Love (1986)
– Dangerous Attraction (1987)
– Trouble in Angel City (1989)

Da esquerda para a direita: Jerry Best, Doug Aldrich, Kal Swan e Mark Edwards. Foto: divulgação

Após a Lion, ele teve uma passagem rápida pela banda Hurricane. Ao lado de Kelly Hansen (vocais), Jay Schellen (bateria, percussão e vocais) e Tony Cavazo (baixo e vocais), gravou o álbum ‘Slave to the Thrill’, em 1990. Particularmente, não conheço esse trabalho, mas acredito que deve seguir a ‘mesma linha de sempre’. Logo ouço e conto para vocês.

Depois da Hurricane, ao lado de Kal Swan, tocou com a Bad Moon Rising, banda de hard rock que teve um sucesso absurdo no Japão. Gosto bastante desse trabalho. Ao que me parece, infelizmente, não é muito conhecido por aqui. Eu digo de uma maneira geral, é claro. Com eles, gravou cinco álbuns:

– Bad Moon Rising (1991)
– Blood (1993)
– Opium for the Masses (1995)
– Flames on the Moon (1999)
– Full Moon Collection (2005)

Paralelo a Bad Moon Rising, gravou dois grandes discos com a Burning Rain, outra banda sensacional de hard rock, formada por Keith St. John (vocal), Ian Mayo (baixo) e Aldrich (guitarras).

– Burning Rain (2000)
– Pleasure to Burn (2001)

Ao lado de Dio (RIP). Foto: divulgação

Agora chegamos, com certeza, ao ápice da carreira desse mestre das cordas. Afinal, Aldrich tocou o Dio. Considero esse o marco decisivo em sua vida. Ao lado do mestre do Heavy Metal, ele registra dois álbuns, atingindo um nível de maturidade musical absurdo. Assim, de uma vez por todas, ele aparece para o mundo como o grande guitarrista que sempre foi. São eles:

– Killing the Dragon (2002)
– Holy Diver Live (2006)

Com David Coverdale, no Whitesnake. Foto: divulgação

Em meados de 2003, quando David Coverdale decide reativar o Whitesnake vamos ver se vocês adivinham quem estava cotado para as guitarras? Pois é, ao lado de Reb Beach (Winger, Dokken) estava lá nosso amigo Doug Aldrich mais uma vez escrevendo a história do hard rock. Dispensa comentários seu trabalho aqui. Basta ouvir os quatro álbuns que gravou:

– Live…In the Still of the Night (2005)
– Live: In the Shadow of the Blues (2006)
– Good to Be Bad (2007)
– Forevermore (2011)

Quando eu achava que já tinha visto tudo, em 2015, ao lado de Deen Castronovo e Jack Blades, Doug forma o Revolution Saints. Considero a melhor banda de hard rock que surgiu nos últimos anos. Eles conseguem unir um nível técnico e uma qualidade acima do normal. O resultado disso são músicas completamente acessíveis e algumas vezes “farofeiras”, mas para o lado bom, claro! O álbum é homônimo e recomendo fortemente que ouçam. Recentemente, Aldrih foi apresentado como novo guitarrista da já conhecida The Dead Daisies, ao lado de John Corabi. Não tenho dúvidas que será mais um projeto bem-sucedido.

Revolution Saints. Foto: divulgação

Emfim, Doug Aldrich é daqueles que estão fadados ao sucesso. Seu estilo agressivo de tocar fez com que tivesse muitos fãs, e mesmo que você não goste dele, tenho certeza que você o respeita. Ficamos por aqui. Até semana que vem, amigos.

**Carlos Oliveira é guitarrista das bandas Dead or Alive e Mindcrime e escreve, semanalmente, neste espaço. 

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Sobre o Autor

Pai do lindo Nicholas, Vieira é jornalista (com diploma - MTB 67923/SP) e acumula anos de experiência em redações de jornais e revistas. Colecionador de CD´s de rock e metal, também é apaixonado por cinema e arte de maneira geral. Foi diretor do extinto Portal Novo Metal e colaborador dos sites Whiplash e Portal do Inferno. Escreveu matérias para a Roadie Crew e Valhalla. Na rádio Uniara FM 100.1, foi um dos fundadores do programa Black Dog, há 5 anos. Agora, as ondas do rádio ganharam novos contornos. E foram para a internet. Ao seu lado, o amigo Carlos Oliveira.

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